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sábado, 22 de março de 2008

Um texto aí

Engraçado como a música pode mostrar muito como foi sua noite passada, e seu humor depende muito do seu sentimento amoroso da noite passada. 4H20 no escritório, Sabotage sob para o oitavo dan e desce a second life. A figura que trabalha na maquina do lado e só fala sobre porcos e urubus, passou o dia reclamando e monstrando o poder para algum de seus porcos, seus gambás, alces e peixes como foi sua noite. Não deve ter conseguido encontrar nada no mar a frente da sua trilha. Resultado, não comi ninguém e vou ferrar com todos. A trilha, Strokeninas, Black Strias e uns romanticos de corno no radio, aumenta e só ouve o que quer, coça a cabeça e reclama com o proximo. No dias anterior estava radiante como uma gazela canatndo e sendo carinhoso com os outros. A letra do Sabotage estava correta...

"Do Samba ao Rap, ao Reggae
representa o Brooklyn
a fúria aqui só ressucita
ao ver alguém ter chabi
tipo Ariri no miudinho
Oxazie faço assim
Mauricio vem no Cavaquinho
quem duvidou chega aí
demorou
curte aí
de Pirituba ao Mangui
da Ponte ao Moraes
Jardim Peri Itapevi
Jardim Repu Jacqueli
Baiana
diz assim
soube entrar e sair
respeitei soube agir
não tirei zé povim
quis por fim
ao estopim
perguntei
fiz a mim
que é de lei
por aqui
mas só quem é foi ouvir
olha lá
o que fiz
promessa fiz pra Vivi"

Grooverizando daquele modo pra minha Black Magic Woman

quinta-feira, 5 de julho de 2007

O Mar do Tremedão



Em 1972 Erasmo Carlos lançou um de seus discos mais autorais “1941 - 1972 Sonhos e Memórias”, isso quer dizer que era um disco bem pessoal mesmo. Todo mundo lembra mais desse trabalho pela faixa “Mane João”, mas uma canção mostra realmente um lado do “tremendão” que poucos conhecem, mas que se identifica muito com o gosto das pessoas do Bem, “Meu Mar”. Um momento recente e marcante, foi estar falando sobre Erasmo com uma Menina indo para o show dos Racionais (na DesVirada Cultural) na Praça da Sé. Falávamos do lado do palco do Clube do Balanço, justamente onde ele iria se apresentar minutos depois. O volume de gente era tamanha que só conseguimos ouvir um pouco desse show, bem longe dalí, com um chá nas mãos e uns parceiros do lado. A melhor opção foi continuar indo para a Praça da Sé, ao som de "Coqueiro Verde", para mais tarde levar bala de borracha dos "coxinhas", mas isso é outra história.
A letra é simples, curta mas ao mesmo tempo perfeita. Erasmo Carlos mostra o porque ele é o Cara.

Meu Mar
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)

Lá, no lugar onde eu for morar
Vai ter que ser bem juntinho ao mar
Meu mar, meu mar, meu mar
Quero a amizade de um cachorro manso
Quero uma rede para o meu descanso
Quero um pileque de água de coco
E da vida saber muito pouco
Quero os olhos da minha janela
E ter muitos filhos com ela
Quero ver o mundo que se cria
Quero ver meu Deus voltar um dia
Então, eu vou ver o meu Deus voltar
Com a paz de um irmão
E um violão

Grooverizando na babilônia, louco para ir para a praia