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quarta-feira, 30 de julho de 2008
Chama o síndico
Ano de eleição. Acabo de escolher meu candidato.
Falta Tim Maia na música, falta uma personalidade como a dele na atual música brasileira.
Para senador, prefeito, stoner do ano ou simplesmente para síndico.
Grooverizando no rua, na chuva, na fazenda ou na Consolação mesmo
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sexta-feira, 4 de julho de 2008
O "mala" da vez?!?!

Primeiro teve a geração que odiou o talento de Raul Seixas, isso por causa dos fãs chatos. Nos anos 80, foi a vez dos fãs criarem um novo mito, Renato Russo. Veio a nova geração e pegou raiva da Legião (uma banda a ser respeitada), que por sua vez criou o Los Hermanos. O grupo de Amarante, Camelo e Cia já começa a gerar odiadores. Isso porque o Los Hermanos é a nova Legião Urbana.
Grooverizando nos anos 70, 80, 90, 00...
terça-feira, 21 de agosto de 2007
A nova diva?!?!
A constante busca pela nova diva da musica brasileira ganha mais um capítulo com Roberta Sá. A “bola da vez” acaba de lançar seu segundo trabalho, "Que Belo Estranho Dia Para Se Ter Alegria", pela Universal, e abre um novo espaço nos padrões das jovens vozes femininas _tanto que vem recebendo elogios de boa parte da crítica.Sua sonoridade inclui influências do jazz, aquela famosa batida da bossa nova, uma pitada de eletrônica e ainda uma levada pop. A seleção de compositores, feita pelos produtores, é outro ponto positivo do trabalho, que traz criações de nomes da nova geração, como Junio Barreto, Moreno Veloso, Lula Queiroga e Pedro Luis (do grupo Pedro Luis e A Parede).
A carreira musical da cantora potiguar, porém, começou de maneira inusitada em 2004, com uma participação discreta no programa “Fama”, da Globo. “Antes disso nunca havia cantado profissionalmente, nem pensava em ser uma cantora”, afirma a nova promessa.
Com a aparição na TV, surgiu também a oportunidade de gravar o primeiro CD, e Roberta chamou alguns novos amigos para ajudá-la na elaboração - dentre os quais estavam Ney Matogrosso e Pedro Luis. Intitulado “Braseiro”, o CD de estréia traz a faixa A Vizinha do Lado, composição do grande Dorival Caymmi que, na voz da jovem cantora, fez sucesso como trilha da personagem de Juliana Paes em “Celebridade”.
Para este novo álbum, Roberta mantém a ajuda de alguns companheiros. “Procuro trabalhar com quem conheço, e fico feliz, pois consegui chamar mais gente dessa vez”, comenta. O álbum conta ainda com a participação de Lenine, dividindo com a cantora os vocais na faixa "Fogo e Gasolina". “Além de um dos maiores compositores, ele é um excelente cantor, sou fã do seu trabalho”, diz.
Seu novo CD abre com "O Pedido", de Junio Barreto e Jam da Silva. Apesar de não ser famoso nas grandes gravadoras, Barreto é um dos compositores mais respeitados da atualidade, principalmente por ser o predileto de Lenine – assim como Lula Queiroga, autor da faixa que dá nome ao disco da potiguar, "Belo Estranho dia de Amanhã".
Aliás, é curioso notar como Recife tem ditado os rumos das novidades musicais, afinal os três compositores citados acima têm em Pernambuco sua base de inspiração e moradia (coincidentemente, outra candidata à diva, a cantora Céu, tem o pessoal da Nação Zumbi tocando em faixas de seu disco).
Roberta Sá hoje entra no segmento de novas cantoras surgindo como uma nova opção, que foge do tradicionalismo que impera na música: há uma linha de cantoras devotas de Marisa Monte e Maria Rita, enquanto outras partem para o lado de Ana Carolina e Zélia Ducan. A nova geração vem com nomes como a já mencionada Céu, Marina de La Riva e Luciana Alves (essa última ainda uma das grandes promessas a estourar).
A cada instante surge uma nova promessa que, na verdade, só mesmo o tempo vai dizer se se trata de uma aposta valida, ou de um momento de inspiração da interprete _ou produtor. Certo mesmo é que a sorte está lançada, e Roberta Sá está muito bem assessorada, além de ter um talento vocal a ser considerado. Fica o aguardo, para saber se ela parte para os programas dominicais e vende milhões com músicas na novela das oito, ou para uma carreira internacional, arriscando mais e podendo abusar do seu potencial, assim como Bebel Gilberto. Se preferir, tem ainda a opção de ficar no barzinho da moda, sentindo-se uma estrela, mas esse degrau ela já subiu. Sorte dos nossos ouvidos.
Grooverizando na voz feminina
terça-feira, 10 de julho de 2007
Salve o síndico da música brasileira

Sebastião Rodrigues Maia, mais conhecido como Tim Maia, um dos artistas mais importantes da história da música brasileira, ou melhor, da Música Preta Brasileira (como diria o grande jornalista e agitador cultural Israel do Vale). Não, ele não está lançando nenhuma grande raridade, nenhum disco de inéditas chega às lojas. Apenas um CD e DVD, Tim Maia In Concert, que registra uma apresentação de 1989 no Hotel Nacional do Rio de Janeiro.
Após 18 anos, esse registro histórico chega e, pode até não acrescentar nada na discografia cheia de grandes obras desse sindico da MPretaB, mas mostra um cantor e compositor em uma fase interessante, ao lado de sua banda Vitória Régia, comandada por Tinho no saxofone e Paulo Braga na bateria, além de uma grande orquestra sob a regência do maestro Ivanovich e arranjos de Lincol Olivetti, contando ainda com a participação de Jaques Morelenbaum e Giancarlo Parreschi.
Tim Maia era um gênio que conseguia, mesmo em uma fase considerada um tanto quanto brega como era essa do final dos anos 1980, manter seu encanto. Era um “brega de altíssima qualidade”. Ao morrer em 15 de março de 1998, Sebastião deixava um registro para a história que poucos conseguiram. Ele tinha atitude, atributo que 11 em cada 10 roqueiros do mundo tentam alcançar e não conseguem.
Existe até uma célebre história de que quando Tim chegava aos bares da moda no Rio, os gênios da música sentados comentavam “lá vem o Tião maconheiro”. Na verdade ele pouco se importava com o que as “cabeças pensantes” estavam dizendo. Pode existir e existem artistas melhores que ele, mas iguais jamais. E olha que ele vinha de uma família de 19 irmãos. Circulou pela bossa nova; passeou pela Jovem Guarda; em 1957, fundou no bairro carioca da Tijuca o grupo de rock Os Sputniks, do qual participaram Roberto e Erasmo Carlos. Não se fixou em nenhum destes gêneros e acabou se tornando o papa da soul/funk/black music brasileira.
Todo mundo gosta de ouvir a fase “Racional” de Tim e ficar babando se achando o descolado. Tudo bem, é uma fase de uma criatividade enorme, mas para o playboyzinho sempre mal informado, vale a dica: alguns discos dele tiveram mais influência e são mais valiosos que os dois da fase “roupa branca” do cantor. Não é à toa que, depois de um tempo, Tim chegou a abominar essa fase, por não acreditar mais no que havia dito. E ele, como um intérprete exigente, fazia questão de cantar aquilo de que gostava. Aliás, se ele conhecesse o publico que hoje adora essa sua fase racional, aí sim é que ele a renegaria mais ainda.
Voltando ao lançamento, os melhores momentos do show são os que não ficam claros no CD e DVD: os intervalos entre uma faixa e outra. O melhor de Tim, para além de sua música, sempre foi a sua briga com o “retorno” e a “luz”, sempre fazendo questão de homenagear a mãe do iluminador, como ele fazia questão de falar: “um abraço à mãe do nosso querido homem da luz, que está estragando tudo”. Esse era o sempre bem humorado Tim, que sabia até como xingar os problemas. Um verdadeiro “tarja preta” da música brasileira.
O disco, como já foi comentado, não acrescenta muito à discografia do Sebastião, e a gravadora também poderia nos poupar de algumas coisas como uma série de comentários no encarte. Tudo bem que tem um do Erasmo Carlos, da Sandra de Sá e do Nelson Motta – que está preparando uma biografia do cantor, mas alguém poderia explicar o que nomes como Léo Jaime e o Rogério Flausino estão fazendo por lá? No mínimo é um meio de divulgar artistas à custa de uma suposta influência. Convenhamos, no caso do “J Questionário”: não é porque coloca uma batidinha black e paga para uns nomes importantes da música negra aparecerem em seus discos que o groove está no sangue da banda. Falta muita, mas muita melanina.
Críticas à parte, o certo é que temos um novo disco e DVD do “Tião Maconheiro” na área e só isso já vale, Tim Maia é sempre bom de ouvir. Caso não queira gastar dinheiro adquirindo esse produto, existem os métodos ilegais (ou legal para alguns) para se conseguir essa obra. Salve Sebastião Maia, salve a música preta brasileira!
Grooverizando no condomínio, totalmente irracional
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segunda-feira, 2 de julho de 2007
A busca por um Ponteio

Edu Lobo com Oscar Castro Neves, Gracinha Leporace, Claudio Slon, e outros, durante turnê pelo Japão com o Brasil-66 de Sergio Mendes.
1971
Foto: Hiroto Yoshiaka (do site http://www.edulobo.com/)
Na caça pela boa música que faço diariamente como uma forma de relaxamento mental e exercício para a evolução do espírito, apareceu na minha frente uma versão nova (para mim pelo menos) de “Ponteio” do genial Edu Lobo, um dos grandes nomes da bossa nova. Essa versão é em parceria com o “xará” Sergio Mendes, linda, acelerada e com uma percussão magnífica. Falando em batucada, veio junto também uma versão feita por Dom Um Romão, que dispensa qualquer comentário, ou merece apenas um SENSACIONAL.
Entre as varias uma sempre que pode aparece nas pick-ups desse projeto de dejota, uma com Astrud Gilberto com Turrentine e arranjos de Eumir Deodato. Canção que me fez lembrar de um outro arqueólogo da música brasileira e que sabe entender como ninguém toda magia que as variações que essa arte pode nos oferecer, obrigado ao poeta (e jornalista por diversão) Ronaldo Faria pela companhia eterna no universo das harmonias e acordes que o Brasil e o mundo podem nos oferecer.
PONTEIO
(Edu Lobo / Capinan)
Era um, era dois, era cem
Era o mundo chegando e ninguém
Que soubesse que eu sou violeiro
Que me desse ou amor ou dinheiro
Era um, era dois, era cem
Vieram pra me perguntar
Ô, você, de onde vai, de onde vem
Diga logo o que tem pra contar
Parado no meio do mundo
Senti chegar meu momento
Olhei pro mundo e nem via
Nem sombra, nem sol, nem vento
Quem me dera agora
Eu tivesse a viola pra cantar
Quem me dera agora
Eu tivesse a viola pra cantar (bis)
Era um dia, era claro, quase meio
Era um canto calado, sem ponteio
Violência, viola, violeiro
Era morte em redor, mundo inteiro
Era um dia, era claro, quase meio
Tinha um que jurou me quebrar
Mas não lembro de dor nem receio
Só sabia das ondas do mar
Jogaram a viola no mundo
Mas fui lá no fundo buscar
Se eu tomo a viola ponteio
Meu canto não posso parar, não
Quem me dera agora
Eu tivesse a viola pra cantar
Quem me dera agora
Eu tivesse a viola pra cantar (bis)
Era um, era dois, era cem
Era um dia, era claro, quase meio
Encerrar meu cantar já convém
Prometendo um novo ponteio
Certo dia que sei por inteiro
Eu espero, não vá demorar
Este dia estou certo que vem
Digo logo o que vim pra buscar
Correndo no meio do mundo
Não deixo a viola de lado
Vou ver o tempo mudado
E um novo lugar pra cantar
Quem me dera agora
Eu tivesse a viola pra cantar
Quem me dera agora
Eu tivesse a viola pra cantar (bis)
Grooverizando com a viola, feliz com o novo ponteio
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