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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Luz se apaga






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Um dos fotógrafos que me fez acreditar que a foto um dia poderia influênciar a música
Morreu William Claxon, o homem que conseguiu influênciar um estilo, quando o jazz ainda era da sua cor original
Algumas das fotos que mais gosto, tem mais aqui
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

D.E.P. - Norman Whitfield (1943 -2008)


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A música negra está de luto
Norman Whitfield era, como diria Alexandre Matias, o Lennon da Motown.
Foi um dos maiores compositores da história, com toda certeza, você já ouviu algo dele.
Essa aí em cima é dele.
Descanse
Em
Paz
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domingo, 10 de agosto de 2008

Issac Hayes - O Chefe


Isaac Lee Hayes. Issac Hayes, nasceu em Covington, Tennessee em 20 de agosto de 1942. Nesse domingo o cara foi dar um rolê...
O cara que sabia como falar algo para uma mulher.
Uma vez eu disse que alguns cantores conseguem levar uma mulher pra casa com sua voz, mas Issac não, ele sabia transar quando cantava.
Alias minha teoria é que se você ouve Mr "Shaft" sem ter o minimo de vontade de estar com sua Nega do lado, não sabe o que é fazer amor.


O Sr cantada barata, música de puteiro, música negra cheia de orgulho foi para o ceu. Imagino ele chegando lá em cima e encontrar Marvin Gaye para conversar. Um deve chegar para o outro e dizer.
- Salve Isaac Vagabundo Hayes.
- Grande Sexual Healing, cumé que tá negão?

Isaac pode até não estar no top da lista dos blacks, mas ele conseguiu levar um Oscar com o maior som de negão em pleno show de cinema, que só dá bonequinho dourado pra compositores melosos, pelo menos em sua maioria. Mr Hayes conseguiu com que eu gostasse de sua música em diferentes momentos do meu gosto musical, e conseguiu até hoje ter meu respeito absoluto.

Quando ouço o som do Isaac penso que ele mudou meu modo de ver a música. Achei groove, muito groove no som do Sr Burt graças as interpretações de Hayes.

Versões que o malandro mandava muito bem:
- Walk on By
- Light My Fire, bem melhor que a original.
- The Look of Love
- Shaft
- Truck Turner
- depois lembro outras...

Grooverizando um minuto de silêncio

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Chama o síndico



Ano de eleição. Acabo de escolher meu candidato.
Falta Tim Maia na música, falta uma personalidade como a dele na atual música brasileira.
Para senador, prefeito, stoner do ano ou simplesmente para síndico.

Grooverizando no rua, na chuva, na fazenda ou na Consolação mesmo

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Amy Rules

Não vou nem perder tempo elogiando e falando o tanto que eu admiro e acho Amy Winehouse genial. Na verdade ela está em um patamar equivalente ao de Kurt Cobain, Jimi Hendrix, J Dilla, Sabotage, Chico Science, só para citar os que foram cedo. Acaba de chegar a noticia que ela foi internada, certeza absoluta que todos os jornais irão falar de todos os problemas dela e de que logo ela poderá sofrer as consequências dos abuso, entenda aqui morrer. Ninguém vai falar que ela é uma artista genial que está com problemas somente. A visão que se tem de Amy é a de uma junk que está no mundo para festar e se embebedar, fumar sua "weed" e causar polemica. Pobre daqueles que acham que sua vida se resume a isso. Só pelas músicas que Amy fez até agoora ela já tem seu nome na história da música garantido. Nesse blog Amy domina e manda. Amy Rules...


Grooverizando torcendo muito

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Erykah Badu - Honey

Deusa é assim. Quando resolve cantar, canta como ninguém...Quando se mete a compor segura!! Alguém que não se resume a interpretar e cria até histórias para seus clipes. Aproveita o momento e coloca algumas de suas melhores referências e influências. Passa nas prateleiras nomes como Eric B Rakin, Diana Ross, Funkadelic, Beatles, Minnie Riperton e alguns detalhes que só o ouvido mais atendo vai conseguir "enchergar". Essa é Erykah Badu. Deusa sim...diva é coisa para gente sem melanina.

Grooverizando ao som de "Me"

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Por que falar de música?


Tudo bem, tem gente reclamando que não escrevo aqui, mas é por puro cuidado, não quero que as pessoas olhem o blog e fiquem achando um monte de erros. Quero tentar escrever de qualquer forma e tentar deixar a ideia fluir. Essa vai em homenagem ao patrão Dre.


Ouvi o disco do Gil e Jorge e só tenho uma coisa pra falar, é um dos discos mais perfeitos já feito na história. Primeiro, dois caras fodaços mandando bala nos violões. Gil completamento no sentido de organização da ganja manda o que quer, vai de japonês, chinês, blak-afro-qualquer coisa. Jorge é o ser mais romantico da história, sabe falar do que é amar...ahhh e o Chico, tudo bem o Buarquinho manda supre bem e tudo mais, mas ele é outra história. Jorge e Gil são mais completos e gostam da brisa que a vida tem.


Só para deixar uma música, ou seria uma oração do disco?


Meu Glorioso São Cristóvão

"Meu glorioso São Cristóvão
Meu glorioso mártir
Meu glorioso mártir
Portador de Cristo
Intercedei por nós

Nos flagelos terremotos
Incêndios inundações
Nas viagens de terra
Subterrâneo, mar e ar
Livrai-nos do pecado
Da perdição

Conduzimo-nos a Deus
Até o Porto Seguro
Da felicidade eterna
Imploramos por Jesus Cristo
Que conduziste nos ombros Amém "

terça-feira, 30 de outubro de 2007

More Or Less

Para aqueles que acham que tudo é "moroless", aqui uma letra do novo disco de Talib Kweli. Nunca ouviu falar? Sem problema, ele é pouco conhecido fora da cena rap underground. Mas já que você leu o nome, procure por aí, você não vai se arrepender.

More Or Less
Talib Kweli

(feat. Dion)

Yo Tone What We Need?

[Chorus:]
More Gum, Less Hate, More Real, Less Fake, More Come, Less Wishing
Less Stuntin More Famous Talking More Changes Rushing [?]

[Talib:]
More Franchising Less Sanitizing
More Uprising Less Downsizing
More Enterprising Less Sympathizing
More Buildings Less Destroying
More Jobs Less Unemployment
Lets Get The Devil Less Enjoinment
More Originality Less Biting Pocket Off Big
More Community Activism Less Pigs
More Blacksmithing, Def Jux Less Geffen
And The Rest Cause The Rest Suck The Got The Shit All Messed Up
More Marijuana Less Coke
More Countibility For Politicians Before We Shoutin Lets Vote
More Schools Less Prisons
More Freestyles Less Written
More Serious Shit And Less Kidding
More History Less Mystery
More Beyonce Less Brittany
More Happiness Less Misery
More Victory Less Losses
More Workers, We All Bosses
Of Course Its Reflection....
What We Need?

[Chorus]

[Talib:]
God Bless The Hood Where My Money Always Good
I Can Get You Take It Now Thinkin Couldn't When I Could Son
I Live Above The Rim And Pay The Full Like My Nigga Would
Crack Is Old Niggas Wish, We All Wish A Nigga Would
Crack A Joke Like He Wanna Battle For The Mic
This Is Brooklynn, The Planet
Y'all Niggas Is Just Satelites
Revolve Around My Every Word
I Address The Crowd Like Lincoln At Gettysberg
Surrounded By The Heavy Herb
The Crowd Is More Or Less
War To War Here For The Pure
Hip-Hop How Im Rockin Got Them Dropin They Jaw
Fire Marshall Blocking The Door
Theres A Crack Like They Chopping The Raw
This The Shit The Cops Stoping Us For
This The Reign Of The Tek And Them Motherf**King B Nuts
Slice Like The Nip-Tuck
Specialize In Deep Cuts
Its The Music That You Ridin To
Provided To You By Kweli And Hi-Tek The Livest Two...
Yeah, What We Need?

[Chorus]

[Talib:]
The More I Put Into It , The Less It Sounds Like The Nonsense
The More Natural The Less Conscience,
At The Same Time The More Bomb Shit
The Less The Devill Got A Grip
I Get It Loose We Gotta Slip Away, The Ghetto Gotta Get
More For A Dollar
More Frescas For Purchase
Less Liqour Stores
Less Churches That Be Lookin Like Corner Stores
More Rap Songs That Stress Purpose With
Less Masaging And Less Curses
Lets Put More Depth In Our Verses, Till They Left On The Surface
While We Stomp Through The Underground
The Cop Don't Come Around
You Sort Of Hoping For That Reflection
You Sort Of Open Imma Heed Call Him Chosen
I Don't Play With Your Emotions,
Stop Acting So God Damn Emotional
I Give You These Bars For Free Like They Promotional,
This Ain't No Marketing Strategy
It Had To Be From The Heart In Order To Be Reality
Reflection...
What We Need?

Grooverizando na batida perfeita

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Guru capitulo quatro


Como diria Fiori Gigliotti, celebre narrador de futebol das rádios brasileiras, “o tempo passa”. E isso não é só no esporte, não. Na vida também é assim. E por que não na música? Sim, essa máxima vale também para a música. Basta pegarmos "Jazzmatazz Vol. 4 The Hip Hop Jazz Messenger - Back to the Future", mais novo disco do rapper Keith Elam (ou simplesmente Guru) para comprovar.
Mas onde entra o tempo nessa história? Simples: o primeiro disco da serie, lançado em 1993, foi um verdadeiro marco na mistura do jazz com o rap. Influência para artistas que, hoje, fazem essa fusão com mais tranqüilidade: Common, tema da coluna da semana passada, aliás, é um dos que deve muito ao músico agora em questão.
Em um breve resumo, Guru é um dos mais carismáticos e talentosos MC's de todos os tempos. E, por sua vez, começou a ser conhecido como a voz de um dos grupos de rap mais importantes da história, o Gang Starr, juntamente com a preciosa contribuição de DJ Premier. A dupla foi responsável por álbuns sensacionais, que se tornaram clássicos no gênero.
Depois de três discos pelo Gang Starr, Guru decidiu iniciar, em paralelo, uma carreira solo. Assim, em 1993, lançou "Jazzmatazz, Vol. 1", quando conseguiu fazer a já mencionada combinação bem equilibrada entre o rap e o jazz. O resultado foi uma chuva de elogios tanto da crítica quanto do público.
Esta primeira, e bem sucedida, aventura solo de Guru contou com colaborações de nomes bem conhecidos do jazz, como Donald Byrd, Brandford Marsalis, Ronny Jordan, D.C. Lee, Lonnie Liston Smith, Roy Ayers, Gary Barnacle, Courtney Pine, Carleen Anderson, N'Dea Davenport, e ainda do rapper francês MC Solaar. Ou seja, artistas que sabem que não pode haver fronteira para a música. E que, se existe, é para ser rompida.
Depois do muito bem acolhido primeiro volume da série, Guru voltou dois anos depois com a continuação, "Jazzmatazz, Vol. 2: The New reality", quando o fator surpresa se perdeu no meio do caminho. O músico tirou o pé do acelerador na fusão forte com o jazz e, embora exista, sim, uma pitada da música clássica negra nesse álbum, o empenho não foi o mesmo. O resultado: um trabalho criticado demais pelos especialistas.
Cinco anos depois, o rapper regressa à série com "Jazzmatazz, Vol. 3: Streetsoul", para o qual contou com nomes de peso dos dois gêneros: Angie Stone, Donell Jones, Macy Gray, Bilal, Erykah Badu, Kelis, Craig David, Isaac Hayes, Les Nubians, Herbie Hancock e Big Shug, somente para ficar em alguns convidados. Mesmo assim, a critica não foi lá essas coisas.
E quando tudo parecia ter chegado ao fim, eis que sete anos depois Guru tenta novamente mostrar que sua fusão tinha fundamento (para nossa sorte). O quarto volume da série reúne, novamente, nomaços nos dois gêneros: Slum Village, Common com Bob James, Damian Marley, Bobby Valentino, Dionne Farris, Omar, Blackalicious, David Sanborn, entre outros menos conhecidos. Toda a produção ficou a cargo de MC Solar, o rapper francês que participou do primeiro disco do projeto, e o resultado da parceria parece ter dado bons frutos.
Resta esperar o veredicto da critica, mas como o assunto aqui é o tempo, pouco importa a opinião daqueles que estão sentado com seus pré-conceitos do que é bom ou ruim. Só mesmo ele, o tempo, para dizer se o objetivo de Guru foi alcançado. Enquanto isso, siga ouvindo esse disco, pois qualquer musica que misture jazz com rap não é tempo jogado fora, é um tempo precioso.

Grooverizando, Give the drummer some...