Mostrando postagens com marcador MPretaB. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MPretaB. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Casa Forte

.
Mos Def começa a mostrar um pouco do que será seu novo disco "The Ecstatic".
Entre elas "Casa Forte"

Na passagem pelo Brasil parece que ele encontrou alguns discos antigos da Banda Black Rio, na verdade descobriu o melhor de todos.
A base é "Casa Forte" de Edu Lobo na versão que a banda carioca fez no disco "Maria Fumaça", uma bela combinação
.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

N.A.S.A.

Duas faixas do N.A.S.A, que tem Zegon nos beats
.

.

.
The Mayor – com Ghostface, Scarface e The Cool Kids
.

.

.
NASA Music com E-40 e Method Man
.
Por que sera que essa faixa dura 4:20 minutos????

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Jaçanã tá na picadilha


.
Acabou de chegar da ZN
.
Sem palavras
.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

"Tem muito 'Emo' por aqui"

.
No meio da festa
Jorge olha para todos a sua frente e percebe o que está acontecendo...
"Tem muito 'Emo' aqui", diz Benjor
.
Salve Jorge!!
Mas meu Boteco é o Amigo Gianotti
.

sábado, 13 de setembro de 2008

Duas e vinte da manhã


.
Esse é só um dos motivos. Ele é o gênio do quarteto
.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Esse coco é bom


Uma terra tão cheia de gênios na música. Por que eles partem tão cedo?
Um dia é Isaac no outro Caymmi depois Mestre Salu, assim vai ficar muito chata a música.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

So far, I hope you like rap songs


Para começar muito bem o fim de semana.
Muitooo bemmm.
A Tribe Called Quest - Bonita Applebum

O nome do disco: People's Instinctive Travels and the Paths of Rhyth (1990)

Vamos lá. Amanhã estarei discotecando no Bar do Zé - em Barão Geraldo. Estava pensando em largar mão de vez dessa parada de DJ, mas amanhã vou tentar fazer algo que nunca fiz. E A Tribe Called Quest me ajudou a pensar com carinho na música que tenho que tocar, Faço por diversão, quando perder a graça perdeu tudo.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

What they really had to be


Queria ler algo sobre o disco do Gil no exílio em 1971. Um disco tão forte quanto o dele com Jorge ou “Refazenda”, mas hoje foi um dia que ouvi com calma queria saber mais para poder falar mais. Não encontrei muita coisa, quase nada, só alguns falando do seu lado lisérgico, o que é a mais pura verdade. O que me chamou a atenção foi a gravação que ele fez para “Can't Find My Way Home” de Steve Winwood. Pode ser que todo mundo percebeu isso, mas eu vi agora que essa versão não poderia soar tão profunda como a de alguém que está fora do país cantando esses versos. Tudo bem que exílio na Europa não é de todo mal, mas é engraçado como o verdadeiro artista não fica fazendo diferenças musicais, ele pode pegar no rock o melhor folk e ser o folk mais rock da história. Gil e Dylan sabem disso.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Talvez, eu volte pro ano / Talvez eu fique por lá...


O Brasil deveria declarar luto nacional quando alguém como Dorival Caymmi morresse, pois poucos podem ser considerados patrimônio nacional, ele poderia fácil. Falava como ninguém sobre o mar, uma paixão universal, tranqüilo sabia falar muito bem sobre o assunto.
Dorival sempre esteve em um patamar acima dos outros, não era o único nessa lista. Me chamava a atenção o fato dele não ficar mais aparecendo por aí só pra mostrar a cara ou ser noticia, não tinha que ficar posando do lado da bonitinha da MPB que gravou sua música ou fazer participações só para a industria vir com aquela conversa de resgate musical. Ele aparecia quando queria, criou seu estilo musical e de vida e foi de forma tranqüila, vai fazer uma falta...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Chama o síndico



Ano de eleição. Acabo de escolher meu candidato.
Falta Tim Maia na música, falta uma personalidade como a dele na atual música brasileira.
Para senador, prefeito, stoner do ano ou simplesmente para síndico.

Grooverizando no rua, na chuva, na fazenda ou na Consolação mesmo

sábado, 22 de março de 2008

Um texto aí

Engraçado como a música pode mostrar muito como foi sua noite passada, e seu humor depende muito do seu sentimento amoroso da noite passada. 4H20 no escritório, Sabotage sob para o oitavo dan e desce a second life. A figura que trabalha na maquina do lado e só fala sobre porcos e urubus, passou o dia reclamando e monstrando o poder para algum de seus porcos, seus gambás, alces e peixes como foi sua noite. Não deve ter conseguido encontrar nada no mar a frente da sua trilha. Resultado, não comi ninguém e vou ferrar com todos. A trilha, Strokeninas, Black Strias e uns romanticos de corno no radio, aumenta e só ouve o que quer, coça a cabeça e reclama com o proximo. No dias anterior estava radiante como uma gazela canatndo e sendo carinhoso com os outros. A letra do Sabotage estava correta...

"Do Samba ao Rap, ao Reggae
representa o Brooklyn
a fúria aqui só ressucita
ao ver alguém ter chabi
tipo Ariri no miudinho
Oxazie faço assim
Mauricio vem no Cavaquinho
quem duvidou chega aí
demorou
curte aí
de Pirituba ao Mangui
da Ponte ao Moraes
Jardim Peri Itapevi
Jardim Repu Jacqueli
Baiana
diz assim
soube entrar e sair
respeitei soube agir
não tirei zé povim
quis por fim
ao estopim
perguntei
fiz a mim
que é de lei
por aqui
mas só quem é foi ouvir
olha lá
o que fiz
promessa fiz pra Vivi"

Grooverizando daquele modo pra minha Black Magic Woman

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Por que falar de música?


Tudo bem, tem gente reclamando que não escrevo aqui, mas é por puro cuidado, não quero que as pessoas olhem o blog e fiquem achando um monte de erros. Quero tentar escrever de qualquer forma e tentar deixar a ideia fluir. Essa vai em homenagem ao patrão Dre.


Ouvi o disco do Gil e Jorge e só tenho uma coisa pra falar, é um dos discos mais perfeitos já feito na história. Primeiro, dois caras fodaços mandando bala nos violões. Gil completamento no sentido de organização da ganja manda o que quer, vai de japonês, chinês, blak-afro-qualquer coisa. Jorge é o ser mais romantico da história, sabe falar do que é amar...ahhh e o Chico, tudo bem o Buarquinho manda supre bem e tudo mais, mas ele é outra história. Jorge e Gil são mais completos e gostam da brisa que a vida tem.


Só para deixar uma música, ou seria uma oração do disco?


Meu Glorioso São Cristóvão

"Meu glorioso São Cristóvão
Meu glorioso mártir
Meu glorioso mártir
Portador de Cristo
Intercedei por nós

Nos flagelos terremotos
Incêndios inundações
Nas viagens de terra
Subterrâneo, mar e ar
Livrai-nos do pecado
Da perdição

Conduzimo-nos a Deus
Até o Porto Seguro
Da felicidade eterna
Imploramos por Jesus Cristo
Que conduziste nos ombros Amém "

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Melodia no samba


O samba abre alas para Luiz Melodia passar, pelo menos este é a impressão deixada em “Estação Melodia”, novo disco do cantor e compositor carioca, que acaba de ser lançado pela Biscoito Fino. “Esse projeto já estava nos planos há algum tempo, mas no ano passado ficou mais bem definido em minha cabeça”, conta o artista. Em meados de 2006, Melodia foi convidado para fazer um show especial em comemoração aos 70 anos do Teatro Rival (no Rio de Janeiro). O espetáculo, focado nos sambas de varias épocas, motivou o cantor a preparar esse CD, que resgata composições das décadas de 30, 40 e 50.
“Estação Melodia” também é um dos primeiros trabalhos em que o cantor mostra mais seu lado intérprete, já que somente uma faixa é de sua autoria. Trata-se de “Nós Dois”, parceria com Renato Piau. “Esse CD tem um ar nostálgico e, se fosse autoral, não teria o mesmo resultado”, afirma Melodia.
A seleção dos compositores, aliás, é um outro atrativo: Cartola, Geraldo Pereira, Jamelão, Noel Rosa e Oswaldo Melodia (pai do cantor). “Tinha um sonho de gravar com o meu pai, mas devido a alguns desencontros nunca consegui realizar esse sonho”, recorda o artista. “Ele sempre foi minha grande inspiração, um verdadeiro espelho para minha obra, gravar duas de suas composições é uma forma de prestar uma homenagem”, completa.
O disco também é dedicado ao poeta baiano Waly Salomão, figura fundamental do inicio da carreira do carioca. Foi ele quem, em1972, apresentou a Gal Costa a mais celebre composição de Melodia: “Perola Negra”. “Wally e Torquato Neto (outro poeta do período da Tropicália) foram pessoas importantes na minha vida, além de grandes amigos”, recorda.
Esse resgate às influências faz com que o cantor volte no tempo e regrave músicas que marcaram sua infância, como “Eu Agora Sou Feliz”, de Jamelão e Mestre Galo. “Lembro muito dessa canção quando ia às matines no morro com minha tia. Sempre cantei, mas nem lembrava que era do Jamelão. Além de um grande cantor, uma verdadeira lenda da música brasileira, também era um compositor de primeira”, diz Melodia. “Hoje não conseguimos mais circular com a tranqüilidade nos morros como naquela época, estamos sempre fugindo de balas perdidas, ou melhor de balas achadas”, lamenta o compositor, que teve sua infância e formação na tradicional Escola de samba Estácio de Sá.
O DISCO
Luiz Melodia sempre foi questionado por não valorizar o samba em sua obra. Isso para críticos que não conseguiam ver toda a negritude afro-brasileira, e recheada de samba e soul, que em sua obra sempre existiu. E, nesse novo trabalho, “Estação Melodia”, ele resolve mostrar todo o talendo usando o samba como carro-chefe.
A primeira parada da “Estação” do cantor é justamente em Cartola, com “Tive Sim”, em que a simplicidade do sambista ganha ares ora modernos, ora nostálgicos na voz de Melodia. Em seguida, vem “Não me quebro à toa”, samba dançante de Osvaldo Melodia que prova que talento é um fator genético na família.
O CD tem ainda a versão para “Eu Agora Sou Feliz”, de Jamelão, onde o intérprete mostra todo seu potencial nos agudos e transforma a canção em um samba enredo para se dançar em qualquer gafieira. Outra perola é a sua leitura para “O Neguinho e a senhorita”, de Noel Rosa. “Senhorita também gostou do neguinho/ Mas o neguinho não tem dinheiro pra gastar/ A madame tem preconceito de cor/ Mas não pode evitar esse amor”, diz a letra, que é um verdadeiro poema. A única composição inédita (e que foge do período do samba que o cantor selecionou) é justamente “Nós Dois”, que casa com perfeição no repertório escolhido. Para encerrar, provavelmente a melhor resposta para quem ainda acredita que o samba nunca esteve presente na discografia de Melodia (o filho) está na escolha da música “Contrastes”, que diz: “Quanto mais longe do circo/ Mais eu me encontro palhaço”. Um brinde ao samba.

Grooverizando na cadência bonita do samba

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Para não dizer que eu não falei das fotos

Uma imagem serviu varias vezes de debates em centros de estudos e fóruns culturais, também conhecidos como conversa de boteco. A obra acima é de um dos grandes fotógrafos dessa geração que está alimentando as paginas dos jornais brasileiros. Diego Padgurschi é um desses guerreiros que tenta fazer arte no dia a dia. Arte sim, pois fazer dezenas de fotos em poucos minutos e andando de um lugar para outro não é nada fácil. Mas a questão aqui é uma de suas fotos e não um debate sobre a “catiguria”.A imagem que abre o post é uma verdadeira poesia urbana, ou melhor, uma música, que poderia ser ilustrada pela canção de Jorge Ben, “O Homem, Que Matou o Homem Que Matou o Homem Mau”. Em uma manifestação há alguns meses na USP, estudantes cheios de "atitudes" e fornecedores de carteirinhas falsas para os amigos usaram uma imagem semelhante a essa, porém em que a fisionomia do nosso Ilmo. Senhor Governador era mais irônica, mais cara de palhaço (que me perdoem os palhaços). Até foi bem usada. No entanto a obra em questão aqui imprime um tom mais forte. É o gerador da violência com uma arma na mão. Sim, temos os bandidos, os traficantes colombianos, o morro, a favela. Acontece que fica fácil para o "poder" jogar a culpa na miséria e na fome, como um dos itens principais para gerar a violência.A foto do Diego tem uma visão que nem mesmo ele deve ter imaginado, e nem defende nenhum desses pontos. Ele só fez a arte para que ela sim ganhe uma leitura pessoal de cada pessoa que a olhe. A música de Jorge pode servir como um comparativo. Salve a boa foto brasileira!

O Homem, Que Matou o Homem Que Matou o Homem Mau
Jorge Ben

“Lá vem o homem, que matou o homem que matou o homem mau
Pois o homem que matou o homem mau
Era mau também
Um perigoso pistoleiro
Não tinha pena de ninguém
Procurado por assaltos a banco
Roubo de cavalo e outras coisas mais
Chefe de quadrilha
Não queria a concorrência dos demais
Pistoleiro de aluguel
Cobrava 500 dólares
Pra mandar alguém pro beleléu
E com ele não havia xerife que parasse em pé
O xerife morria ou tinha que dar no pé
Mas um dia, para sorte de todos
Um homem bom e corajoso e ligeiro no gatilho apareceu
Foi aí que o homem mau tremeu
Pois seu lado fraco era a filha do ferreiro
A preferida do homem bom
Marcaram o duelo às duas horas de uma terça-feira
E nesse dia todo o comércio fechou
Só a funerária meia-porta baixou
E dois tiros se ouviram
No chão o homem mau ficou
Dizem que ele morreu foi por amor
E o homem bom com a recompensa que ganhou
Está casado e é xerife do local
Quando ele passa o murmúrio é geral
Lá vai o homem, que matou o homem que matou o homem mau”

Grooverizando na batida do flash

terça-feira, 10 de julho de 2007

Salve o síndico da música brasileira


Sebastião Rodrigues Maia, mais conhecido como Tim Maia, um dos artistas mais importantes da história da música brasileira, ou melhor, da Música Preta Brasileira (como diria o grande jornalista e agitador cultural Israel do Vale). Não, ele não está lançando nenhuma grande raridade, nenhum disco de inéditas chega às lojas. Apenas um CD e DVD, Tim Maia In Concert, que registra uma apresentação de 1989 no Hotel Nacional do Rio de Janeiro.
Após 18 anos, esse registro histórico chega e, pode até não acrescentar nada na discografia cheia de grandes obras desse sindico da MPretaB, mas mostra um cantor e compositor em uma fase interessante, ao lado de sua banda Vitória Régia, comandada por Tinho no saxofone e Paulo Braga na bateria, além de uma grande orquestra sob a regência do maestro Ivanovich e arranjos de Lincol Olivetti, contando ainda com a participação de Jaques Morelenbaum e Giancarlo Parreschi.
Tim Maia era um gênio que conseguia, mesmo em uma fase considerada um tanto quanto brega como era essa do final dos anos 1980, manter seu encanto. Era um “brega de altíssima qualidade”. Ao morrer em 15 de março de 1998, Sebastião deixava um registro para a história que poucos conseguiram. Ele tinha atitude, atributo que 11 em cada 10 roqueiros do mundo tentam alcançar e não conseguem.
Existe até uma célebre história de que quando Tim chegava aos bares da moda no Rio, os gênios da música sentados comentavam “lá vem o Tião maconheiro”. Na verdade ele pouco se importava com o que as “cabeças pensantes” estavam dizendo. Pode existir e existem artistas melhores que ele, mas iguais jamais. E olha que ele vinha de uma família de 19 irmãos. Circulou pela bossa nova; passeou pela Jovem Guarda; em 1957, fundou no bairro carioca da Tijuca o grupo de rock Os Sputniks, do qual participaram Roberto e Erasmo Carlos. Não se fixou em nenhum destes gêneros e acabou se tornando o papa da soul/funk/black music brasileira.
Todo mundo gosta de ouvir a fase “Racional” de Tim e ficar babando se achando o descolado. Tudo bem, é uma fase de uma criatividade enorme, mas para o playboyzinho sempre mal informado, vale a dica: alguns discos dele tiveram mais influência e são mais valiosos que os dois da fase “roupa branca” do cantor. Não é à toa que, depois de um tempo, Tim chegou a abominar essa fase, por não acreditar mais no que havia dito. E ele, como um intérprete exigente, fazia questão de cantar aquilo de que gostava. Aliás, se ele conhecesse o publico que hoje adora essa sua fase racional, aí sim é que ele a renegaria mais ainda.
Voltando ao lançamento, os melhores momentos do show são os que não ficam claros no CD e DVD: os intervalos entre uma faixa e outra. O melhor de Tim, para além de sua música, sempre foi a sua briga com o “retorno” e a “luz”, sempre fazendo questão de homenagear a mãe do iluminador, como ele fazia questão de falar: “um abraço à mãe do nosso querido homem da luz, que está estragando tudo”. Esse era o sempre bem humorado Tim, que sabia até como xingar os problemas. Um verdadeiro “tarja preta” da música brasileira.
O disco, como já foi comentado, não acrescenta muito à discografia do Sebastião, e a gravadora também poderia nos poupar de algumas coisas como uma série de comentários no encarte. Tudo bem que tem um do Erasmo Carlos, da Sandra de Sá e do Nelson Motta – que está preparando uma biografia do cantor, mas alguém poderia explicar o que nomes como Léo Jaime e o Rogério Flausino estão fazendo por lá? No mínimo é um meio de divulgar artistas à custa de uma suposta influência. Convenhamos, no caso do “J Questionário”: não é porque coloca uma batidinha black e paga para uns nomes importantes da música negra aparecerem em seus discos que o groove está no sangue da banda. Falta muita, mas muita melanina.
Críticas à parte, o certo é que temos um novo disco e DVD do “Tião Maconheiro” na área e só isso já vale, Tim Maia é sempre bom de ouvir. Caso não queira gastar dinheiro adquirindo esse produto, existem os métodos ilegais (ou legal para alguns) para se conseguir essa obra. Salve Sebastião Maia, salve a música preta brasileira!

Grooverizando no condomínio, totalmente irracional

quinta-feira, 5 de julho de 2007

O Mar do Tremedão



Em 1972 Erasmo Carlos lançou um de seus discos mais autorais “1941 - 1972 Sonhos e Memórias”, isso quer dizer que era um disco bem pessoal mesmo. Todo mundo lembra mais desse trabalho pela faixa “Mane João”, mas uma canção mostra realmente um lado do “tremendão” que poucos conhecem, mas que se identifica muito com o gosto das pessoas do Bem, “Meu Mar”. Um momento recente e marcante, foi estar falando sobre Erasmo com uma Menina indo para o show dos Racionais (na DesVirada Cultural) na Praça da Sé. Falávamos do lado do palco do Clube do Balanço, justamente onde ele iria se apresentar minutos depois. O volume de gente era tamanha que só conseguimos ouvir um pouco desse show, bem longe dalí, com um chá nas mãos e uns parceiros do lado. A melhor opção foi continuar indo para a Praça da Sé, ao som de "Coqueiro Verde", para mais tarde levar bala de borracha dos "coxinhas", mas isso é outra história.
A letra é simples, curta mas ao mesmo tempo perfeita. Erasmo Carlos mostra o porque ele é o Cara.

Meu Mar
(Roberto Carlos - Erasmo Carlos)

Lá, no lugar onde eu for morar
Vai ter que ser bem juntinho ao mar
Meu mar, meu mar, meu mar
Quero a amizade de um cachorro manso
Quero uma rede para o meu descanso
Quero um pileque de água de coco
E da vida saber muito pouco
Quero os olhos da minha janela
E ter muitos filhos com ela
Quero ver o mundo que se cria
Quero ver meu Deus voltar um dia
Então, eu vou ver o meu Deus voltar
Com a paz de um irmão
E um violão

Grooverizando na babilônia, louco para ir para a praia

segunda-feira, 2 de julho de 2007

A busca por um Ponteio



Edu Lobo com Oscar Castro Neves, Gracinha Leporace, Claudio Slon, e outros, durante turnê pelo Japão com o Brasil-66 de Sergio Mendes.
1971
Foto: Hiroto Yoshiaka (do site http://www.edulobo.com/)


Na caça pela boa música que faço diariamente como uma forma de relaxamento mental e exercício para a evolução do espírito, apareceu na minha frente uma versão nova (para mim pelo menos) de “Ponteio” do genial Edu Lobo, um dos grandes nomes da bossa nova. Essa versão é em parceria com o “xará” Sergio Mendes, linda, acelerada e com uma percussão magnífica. Falando em batucada, veio junto também uma versão feita por Dom Um Romão, que dispensa qualquer comentário, ou merece apenas um SENSACIONAL.
Entre as varias uma sempre que pode aparece nas pick-ups desse projeto de dejota, uma com Astrud Gilberto com Turrentine e arranjos de Eumir Deodato. Canção que me fez lembrar de um outro arqueólogo da música brasileira e que sabe entender como ninguém toda magia que as variações que essa arte pode nos oferecer, obrigado ao poeta (e jornalista por diversão) Ronaldo Faria pela companhia eterna no universo das harmonias e acordes que o Brasil e o mundo podem nos oferecer.

PONTEIO
(Edu Lobo / Capinan)

Era um, era dois, era cem
Era o mundo chegando e ninguém
Que soubesse que eu sou violeiro
Que me desse ou amor ou dinheiro

Era um, era dois, era cem
Vieram pra me perguntar
Ô, você, de onde vai, de onde vem
Diga logo o que tem pra contar

Parado no meio do mundo
Senti chegar meu momento
Olhei pro mundo e nem via
Nem sombra, nem sol, nem vento

Quem me dera agora
Eu tivesse a viola pra cantar
Quem me dera agora
Eu tivesse a viola pra cantar (bis)

Era um dia, era claro, quase meio
Era um canto calado, sem ponteio
Violência, viola, violeiro
Era morte em redor, mundo inteiro
Era um dia, era claro, quase meio
Tinha um que jurou me quebrar
Mas não lembro de dor nem receio
Só sabia das ondas do mar
Jogaram a viola no mundo
Mas fui lá no fundo buscar
Se eu tomo a viola ponteio
Meu canto não posso parar, não

Quem me dera agora
Eu tivesse a viola pra cantar
Quem me dera agora
Eu tivesse a viola pra cantar (bis)

Era um, era dois, era cem
Era um dia, era claro, quase meio
Encerrar meu cantar já convém
Prometendo um novo ponteio
Certo dia que sei por inteiro
Eu espero, não vá demorar
Este dia estou certo que vem
Digo logo o que vim pra buscar
Correndo no meio do mundo
Não deixo a viola de lado
Vou ver o tempo mudado
E um novo lugar pra cantar

Quem me dera agora
Eu tivesse a viola pra cantar
Quem me dera agora
Eu tivesse a viola pra cantar (bis)


Grooverizando com a viola, feliz com o novo ponteio

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Um, dois, três, quatro...



O que inspira? Melhor dizer, quem inspira? Afinal toda música tem uma inspiração, todo livro, filme, movimento, revolução e paixão tem sua razão. Volto ao blog com um ideal, mostrar amigos discutir idéias, relatar sentimentos que até podem ficar velhos, mas conseguem mudar o rumo da história, da vida.
Parceiros que surgiram nos últimos seis meses: Diego, Mastra, Fabrício (Dubem), Moreno, Marina, Netão, Ligia, Letícia, Edu, Alemão, Alessandro, Kraselis, Busian, Robson, João, Giovanna, Cava, Seo Fernando, Cardia, Edsão, Sidnei, Almeida, Glau, Rivaldo, Leite e até um presente: Mariana Menina do Mar.
Fotos que inspiram, fatos que mudam o rumo, idéias que intrigam, enfim...Tudo que faz com que a massa cinzenta funcione como tem que funcionar. Foi dada a largada...